Ao longo do tempo, no “Março com Sabores do Mar”, o desafio de inovar e reinventar continua na agenda, e este ano por razões mais do que óbvias.

Nesta edição, poderemos assistir a várias ações que irão decorrer online.

 Daremos continuidade a iniciativas anteriores que, por mérito próprio, serão reeditadas embora em formato ligeiramente diferente; algumas serão uma novidade em primeira mão; e outras realizar-se-ão dada a impossibilidade de concretização no ano transato.

 Durante o mês de março, teremos todo o gosto em rececionar manifestações de interesse quanto à partilha de experiências (#SemEscamas – peixarias, #SemDiferencas – imigrantes, #CozinhaSolidaria – IPSS, #DocesEndogenos – vinhos, pastelarias, #ReceitasDescofinadas – populares, restaurantes), através do email turismo@cm-esposende.pt, ressalvando, no entanto, que a disponibilidade para gravações estará condicionada a fatores de ordem logística, técnica e humana. 

SEM ESCAMAS

Quem vai ao mar avia-se em terra

Esta nova rúbrica nasce com o objetivo de dar a conhecer técnicas de amanhar o peixe, corte de peixe, filetar, avaliação da frescura do pescado (ou outras com pertinência), abordando coerentemente temas como a valorização da Profissão de Pescador e outras temáticas ligadas ao mar. Teremos a participação de peixarias locais, da Associação de Pescadores Profissionais do Concelho de Esposende, e da comunidade piscatória em geral.

#SEMESCAMAS

Quem vai ao mar avia-se em terra

Rúben Vilas Boas, filho de Gente do Mar, é o timoneiro da “Peixaria de Santo António”, situada em Palmeira de Faro. Há cerca de treze anos embarcou arriscadamente, neste ensejo de levar o peixe fresco da nossa Costa para o interior do concelho de Esposende. Em contracorrente, e com o apoio fundamental da família, ousou lançar as redes para uma nova atividade profissional, geralmente pouco atrativa para os mais jovens. Hoje, reconhece que o seu gosto e respeito pelo peixe e pela vida do mar, cresceu significativamente. Sente também que já faz parte das gentes da localidade e arredores. Conhece todos os clientes pelo nome próprio e, com uma proximidade notável e até pedagógica, leva, sempre que o mar permite, o melhor peixe até à mesa da sua fiel clientela.

Seja bem vindo a bordo!

#SEMESCAMAS

Quem vai ao mar avia-se em terra!

Nesta nova rúbrica do “Março com Sabores do Mar” 2021, vamos também dar voz e a merecida visibilidade às peixarias locais, que colocam à nossa disposição o melhor peixe da nossa costa. A Susana Guimarães, da “Peixaria São João”, de forma apaixonada e profissional, através deste breve filme, vai revelar-nos muitos dos segredos da sua profissão que vão muito além da arte de amanhar o peixe.

Seja bem vindo a bordo!

SEM DIFERENÇAS

Cozinha de Fusão e Inclusão

Continuamos a reforçar os laços que nos ligam às comunidades imigrantes que escolheram a nossa Terra para singrarem na vida. Numa lógica de acolhimento e de integração, assistiremos à confeção de pratos de peixe e marisco, que nos vão dar a conhecer as tradições gastronómicas dos países de origem. Sempre com o objetivo de divulgar e honrar a gastronomia do mar, em união e com espírito de pertença e de inclusão, vamos continuar a empreender uma Cozinha Integrativa, na qual serão abordadas temáticas sociais, artísticas  e culturais.

Faremos também navegações noutras temáticas absolutamente pertinentes, destacando a inclusão das pessoas portadoras de deficiência, tendo como cenário  o extraordinário  mundo da Cozinha. Entre sabores, aromas, respeito e sensibilidade, resultarão confeções de amor e de partilha às quais ninguém ficará INDIFERENTE

#SEMDIFERENCAS

Depois da viagem gastronómica e cultural, realizada no episódio anterior, hoje, Albina Kodenchuk e o seu filho Yaroslav Kubatko, apresentam-nos mais uma proposta gastronómica tradicional da Ucrânia que, na sua melhor tradução, chama-se “Peixe em Massa de Levedura”, um prato quente, perfeito para os invernos gélidos bem característicos do seu país de origem.

Como vimos anteriormente, Albina aprecia bastante o Fado e a Literatura Portuguesa, destacando Fernando Pessoa e Alexandre O’Neill. Mas no episódio de hoje, partilha connosco um poema da Poetisa brasileira Cora Coralina, que, na verdade, resume, na perfeição tudo “aquilo” em que acreditamos:

“Faz da tua casa uma festa!
Ouve música, canta, dança…
Faz da tua casa um templo!
Reza, ora, medita, pede, agradece…
Faz da tua casa uma escola!
Lê, escreve, desenha, pinta, estuda, aprende, ensina…
Faz da tua casa uma loja!
Limpa, arruma, organiza, decora, muda de lugar, separa para doar…
Faz da tua casa um restaurante!
Cozinha, prova, cria, cultiva, planta…
Enfim…
Faz da tua casa
Um local criativo de amor.”

Sem Indiferença, tivemos o privilégio de embarcar em duas maravilhosas incursões que foram muito mais para além da temática gastronómica. À mesa, falamos sobre todos os assuntos que marcaram a vida de uma família que fugiu à guerra e que encontrou, em Esposende, um porto de abrigo. Não podemos deixar de enaltecer a forma respeitosa e empenhada com que Albina liderou esta viagem sempre na língua portuguesa. Somos infinitamente gratos pelo maravilhoso acolhimento.

Quem abre a porta, abre o coração…mesmo à distância.

Obrigada!

 Дякую! (Ucraniano)

Спасибо (Russo)

 “PEIXE EM MASSA DE LEVEDURA”

Ingredientes
1 generosa posta de Red Fish ou outro tipo de peixe, previamente limpo;
1 cebola cortada às rodelas;
Sal marinho;
1 limão;
Mistura de especiarias próprias para Peixe, típica na Ucrânia;
1 ovo para pincelar no final.
Massa de levedura: pode ser preparada em casa com farinha, água, levedura em pó, açúcar, sal e óleo. Opcionalmente, pode ser comprada já feita.

Modo de confeção
Fazer a massa e deixar levedar. Depois, estica-la com a ajuda de  um rolo da massa e “deitar” o peixe amanhado, colocando no interior do peixe e por cima os restantes ingredientes. Posteriormente, “fechar “ o peixe com a massa e pincelar com o ovo mexido. Finalmente, levar ao forno por cerca de 30 minutos a 180 graus.

 Bom Apetite!

 Смачного! (Ucraniano)

Приятного аппетита! (Russo)

#SEMDIFERENCAS

No Março com Sabores do Mar de 2020, abruptamente interrompido pela Pandemia Covid-19, ainda foi possível concretizar no espaço “Aldeias de Mar” a iniciativa “À mesa é que a(s) Gente(s) se Entende(m)!”.

Mais do que um evento gastronómico, tratou-se de uma festa de acolhimento e de integração das nossas comunidades imigrantes que escolheram o concelho de Esposende para recomeçarem as suas vidas. Tivemos o privilégio de dar a “volta ao mundo”, conhecendo, com respeito, humanismo e sensibilidade, diferentes histórias de vida, algumas com sabores muito “amargos” e avassaladores.

Nesta edição do MSM de 2021 era imperativo continuar a incrementar estes laços, num espírito de missão e de contínuo acolhimento. Assim, numa matriz digital, lançamos o desafio de voltarmos a “reencontrarmo-nos” e os “representantes” da Ucrânia aceitaram corajosa e gentilmente o desafio lançado!

Albina Kodenchuk e Pavlo Kubatko, pais de Yaroslav Kubatko, residem em Esposende há cerca de quatro anos. Receberam-nos na sua casa a fim de confecionarem pratos de Peixe tradicionais do seu país de origem.

No episódio de hoje, Albina e o seu filho Yaroslav vão-nos apresentar, pertinentemente, uma proposta refrescante e colorida, para ser apreciada nas estações mais quentes. A execução final da receita terá a ajuda e o toque final do pai de Yaroslav, Pavlo, homem que trabalha na área da Restauração em Esposende e que, em tempos mais longínquos, foi cozinheiro em grandes embarcações de alto mar. 

Na tradução mais aproximada, este prato, de inspiração russa e ucraniana, chama-se “Peixe dentro de um Casaco”, ou, de forma mais simplificada “ Arenque sob um casaco de pele”.

Trata-se de um prato de peixe vestido sob várias camadas de legumes coloridos e suculentos. Perante esta magia de cores, podemos convictamente afirmar que os olhos também comem! Porém, reiteramos que o resultado e o sabor finais não defraudam as melhores expectativas!

Segundo Albina, esta proposta gastronómica é um prato festivo, muito usual em encontros e celebrações especiais e familiares, como o Dia do Pai ou o Dia da Mãe.

Albina e Yaroslav prepararam esta receita, confidenciando e revelando “ingredientes” de uma vida marcada pela fuga à guerra e à instabilidade política e económica do seu país de origem. A prioridade era permitir que Yaroslav, na época com apenas quatro anos de idade, tivesse oportunidade de crescer num país que lhe garantisse segurança, paz e também o acesso à saúde, educação e outras atividades cruciais para o seu desenvolvimento humano e pessoal, como a Música, o Karaté e a Natação. Esposende foi a Terra eleita e nós regozijamo-nos pela excelente escolha!

 Enquanto cozinha, Albina revelou-nos que gosta de ouvir e sentir o nosso Fado. Mencionou, com comoção, um fado em que a Fadista Mariza interpreta magistralmente um Poema de Alexandre O’Neill:

“Há palavras que nos beijam”.

Cantou-nos, no seu melhor e mais respeitoso português, os seguintes versos:

“Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.”

Também com os olhos embargados em lágrimas, citou Fernando Pessoa:

“Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.”. De forma introspetiva, fez-nos a seguinte pergunta: “E faz sentido, não faz?”.

 

Quem abre a porta, abre o coração…mesmo à distância.

Obrigada!
Дякую!
(Ucraniano)
Приятного аппетита!
(Russo)

 


“PEIXE DENTRO DE UM CASACO”
OU “ARENQUE SOB UM CASACO DE PELE”

Ingredientes
(para 6 porções)
500 g de Batatas
500 g de Cenouras
500 g de Beterraba
2 Maçãs
300 g de sardinhas ou arenque, marinadas
4 ovos de galinha
200 g de Maionese
Sal marinho a gosto
Pimenta preta moída a gosto

 Modo de confeção

1) Cozer meio quilo de batatas e meio quilo de cenouras, com casca, em água com sal até ficarem macios. Deixar esfriar e cortar em cubinhos pequenos ou ralar. 

2) Cozer as beterrabas até ficarem cozidas ( opcionalmente, pode comprar  a beterraba já cozida e pronta a ser servida, disponível no Supermercado Jaju). Rale as beterrabas com um ralador médio.

3) Descasque duas maçãs grandes, remova as sementes e outras entranhas e corte em cubinhos pequenos ou rale.

4) Remova as espinhas do filé de arenque/ ou peixe conservado, e corte-os em pequenos cubos bem organizados e espalhados na travessa de forma homogénea.

5) Cozer quatro ovos grandes. Deixar arrefecer, descascar, e ralar também num ralador médio.

6) Misture todos os ingredientes separadamente com uma pequena quantidade de maionese, sal e pimenta a gosto.

7) Disponha em camadas na seguinte sequência: primeiro as batatas com maionese; depois as cenouras com maionese; de seguida, uma maçã com maionese; depois os ovos com maionese; posteriormente, o arenque/ ou peixe conservado e, por último, a beterraba com maionese.

Deixe refrescar e apurar os sucos no frigorífico durante uma hora e sirva com “grelo” de cebola picadinho.

Bom Apetite!
Ucraniano: Смачного!
Russo: Приятного аппетита! 

#SEMDIFERENCAS

O Vítor Cardoso enfrenta corajosamente, desde a infância, uma doença rara designada de Atrofia Espinhal Tipo III. Trata-se de uma condição crónica evolutiva que, entre outras consequências, provoca a perda progressiva da força muscular, afetando sobremaneira as pernas e os braços. Sempre amparado pelos seus pais, Eduarda e António, tem feito uma jornada de luta e resistência, encarando as inúmeras adversidades como um mestre do mar.
Com esta garra, nasceu um projeto de amor e terapêutico que se chama “Licores Cardoso”. A família produz estas bebidas espirituosas através de um processo integralmente artesanal, utilizando as frutas da sua própria produção biológica. Os “Licores Cardoso” já são parceiros do Programa ESlocal, selando a endogeneidade da sua oferta, que muito nos orgulha e apraz.
Outra faceta do Vítor é a doçaria que, aliando estes dois registos, propõe-nos um surpreendente “Bolo de Laranja”, acompanhado, divinalmente, pelo licor da mesma fruta.
A confeção da receita é partilhada com a Mãe, que, nalguns passos, vai colmatando a falta de força muscular do Vítor, levedando, na verdade, o amor que os une.
O ambiente deste lar é mágico, percebendo-se um enorme respeito e cumplicidade entre a natureza e os inúmeros animais que envolvem e fazem parte desta Família.

Quem abre a porta, abre o coração…mesmo à distância.

Obrigada!

O consumo e álcool é proibido a menores de 18 anos. Seja responsável, beba com moderação.

 

BOLO DE LARANJA

Ingredientes
Manteiga para untar
Farinha para Polvilhar
1 Laranja inteira (casca fina)
100 gr Licor de laranja (Licores Cardoso)
250 gr açúcar
100 gr óleo
4 ovos
300 gr farinha
2 colheres de chá de fermento p/ bolos
Licor de Chocolate (Licores Cardoso)
Açúcar em pó para polvilhar (opcional)

Preparação
Pré-aqueça o forno a 180°C. Unte com manteiga e polvilhe com farinha uma forma.
Coloque no copo 1 laranja inteira com a casca e 100 g de Licor de laranja e triture.
Adicione o açúcar, o óleo e os ovos e misture.
Adicione a farinha e o fermento e envolva. Deite na forma e leve ao forno a 180°C cerca de 30 minutos. Retire, deixe arrefecer e com uma seringa injetar o Licor de Chocolate no Bolo, depois polvilhe com açúcar em pó.

Nota: A receita do bolo pode ser feita no robot de cozinha ou na liquidificadora

COZINHA COMUNITÁRIA

Rotas de Partilha

A divulgação de todo o circuito de entrega ao domicílio de refeições, por parte de algumas IPSS concelhias, é extremamente relevante. Desde a escolha dos alimentos, à sua preparação e confeção, até ao seu  transporte criteriosamente acondicionado, finalizando com  a sua entrega em mãos, sempre  com a maior segurança, higiene e comodidade. Daremos visibilidade a todo este trabalho solidário, que muitas das vezes é quase impercetível para a  maioria das pessoas. Contudo, este tipo de “serviço” reveste-se de importância elevada, sobretudo, para os mais carenciados e tantos outros que, por variadíssimas razões, não têm a possibilidade de confecionar as suas refeições em casa – caso contrário estariam privados de uma alimentação nutritiva, saudável, fresca e económica no conforto e segurança do seu lar.

Durante o mês de março, teremos todo o gosto em rececionar outras manifestações de interesse quanto à partilha de rotas das IPSS, através do email turismo@cm-esposende.pt, ressalvando, no entanto, que a disponibilidade para gravações estará condicionada a fatores de ordem logística, técnica e humana.

#COZINHACOMUNITARIA

O Centro Comunitário de Vila-Chã faz parte da Associação Concelhia Esposende Solidário, garantido e abrangendo vários serviços e valências. Em tempos de Pandemia e de Confinamento, a entrega ao domicílio de refeições ganhou uma dimensão ainda mais relevante e humana, permitindo que pessoas e famílias continuassem a ter acesso a refeições condignas, nutritivas e equilibradas. Todo o processo denota uma logística rigorosa e irrepreensível, mas o que mais nos prende é o espírito de missão que todas as timoneiras demonstram na prossecução das suas funções.

Embarcámos na Cozinha deste Centro, cuja comitiva preparou um maravilhoso prato de peixe da nossa Costa: Cavala Assada no Forno. Os restantes ingredientes também respeitam a origem “Produto de Esposende”, conferindo-lhe uma endogeneidade ímpar, desde os legumes até ao pão, sempre frescos e do dia.

Depois do prato confecionado, segue-se o acondicionamento individual e criterioso das refeições, as quais serão transportadas e distribuídas porta a porta. Todas as casas que fazem parte do roteiro têm um rosto, um nome e uma história. Na verdade, são Rotas de Partilha que também alimentam a alma e ajudam a colmatar a solidão e o isolamento que a Pandemia veio agravar.

Quem abre a porta, abre o coração…mesmo à distância.

Obrigada!

SALVAR O PLANETA À MESA

Da Pele às Espinhas: Consciência, Sabor e Nutrição

Trata-se de uma Tertúlia e Oficina de Cozinha com a participação do Biólogo Vasco Ferreira do OMARE (Observatório Marinho de Esposende), e do conceituado Chefe Emídio Almeida. A pesca sustentável, a confeção de pratos com algumas espécies capturadas localmente, reduzindo a pegada ecológica, e o combate ao desperdício alimentar, serão o mote para este peculiar e singular “encontro”. Nestes dois dedos de conversa entre os protagonistas, emergirão verdadeiras delícias: “Sopa de Peixe”, “Negrão ao Sal com Algas”, “Ceviche de Negrão”, “Tártaro de Carapau”, Carapau de Escabeche”, “Sarrajão baseado e com redução de balsâmico e puré de Cherovia” e “Hamburger de Cavala”. Desta feliz “reunião”, resultará posteriormente uma publicação escrita, com referencias acerca das espécies de pescado utilizadas, muitas delas consideradas peixe pobre e pouco nobre, e, naturalmente, a compilação do receituário para que seja possível  confecionar em casa estes verdadeiros pitéus!

#SALVAROPLANETAAMESA

No episódio de hoje, a “Rota da Sustentabilidade à Mesa” vai vincar uma missão e um princípio inegociáveis: o Desperdício Zero.

Os nossos Exploradores, Emídio & Vasco, vão-nos apresentar uma saborosa Sopa de Peixe confecionada com espécies de pescado que já nos apresentaram em episódios anteriores. As partes menos nobres do peixe, como a cabeça, resultarão num caldo absolutamente delicioso, aconchegante e com um autêntico sabor a mar.

Mais uma vez, serão utilizados engenhosamente os nossos produtos da terra, verdadeiros tesouros em sabor e nutrição, tais como a batata, a cebola e o tomate.

Esta sopa transforma-se num maior aconchego quando enriquecida e acompanhado com a tradicionalidade do nosso Pão Local. Por que não umas tostas ou uns “cubinhos” de pão frito feitos a partir de sobras de pão do dia anterior? A imaginação é, na verdade, a maior aliada do Desperdício Zero.

Com esta magnífica Sopa de Peixe, termina brilhantemente a primeira temporada da expedição “Salvar o Planeta à Mesa”.

Em jeito de despedida, Emídio & Vasco concluíram que ao longo desta Rota, composta por sete  saborosos e sustentáveis episódios, ambos saíram mais “ricos”. E nós também!

Agradecemos a partilha, a cumplicidade e a sinergia que ambos nos presentearam e deliciaram ao longo desta atípica edição do Março com Sabores do Mar de 2021.

E porque a Sustentabilidade à Mesa é um compromisso diário, convidamo-lo a continuar a bordo!

Até já!!!

“SOPA DE PEIXE”
Ingredientes
1 Negrão (500g+-)
3 Sardas
18/20 Caranguejos Pilado
1 Cabeça de Sarrajão
1 Kg batata
4 cebolas
8 tomates maduros
1 dentes de alho
4 folhas de louro
20 cl Vinho branco
Azeite q.b.
Sal q.b.
Pimenta q.b.
Água
1 molho de coentros
5 fatias de pão Saloio
10 Camarões (20/30)
12 ameijoas Castanha com casca

Modo de preparação
Coza os peixes em água com sal.

Quando os peixes estiverem cozidos, retire-os da agua e reserve.

Num tacho, faça um refogado com as cebolas, o alho francês e os alhos picados.

Deixe alourar e refresque com um pouco de vinho branco, junte os tomates maduros em pedaços (sem pele e sem grainhas).

Junte ao refogado a água onde cozeu o peixe e as batatas sem pele.

Quando as batatas estiverem cozidas, triture para obter um creme.

Prepare o peixe, retirando-lhe peles e espinhas.

Junte o peixe em pedaços ao creme e sirva polvilhado com os coentros picados e acompanhado com cubos de pão torrado ou frito.

Obs: opcionalmente pode juntar-se alguns camarões e umas ameijoas no caldo.

#SALVAROPLANETAAMESA

Sabias que é possível salvar o planeta à mesa? Agora pensa!
Este é o repto de hoje lançado pelos nossos Guardiões da Sustentabilidade,  Vasco e Emídio.

Para cativar os mais novos, e também pais e Mães, a proposta de hoje é “Hambúrguer de Sarda”. Esta espécie é extremamente abundante na nossa Costa e economicamente muito acessível. Por outro lado, o seu valor nutricional preenche os mais exigentes requisitos de quem pretende ter também “saúde à mesa”. Quanto ao sabor, o mestre Emídio vai preparar a nossa Sarda de forma simples, imaginativa mas arrojada, utilizando, sem surpresa, os produtos locais provenientes dos nossos solos, inegavelmente férteis em sabor e qualidade. Mais uma vez, Emídio e Vasco, assumem o seu papel de exploradores-educadores, cativando especificamente o público mais jovem a fazer escolhas sustentáveis e absolutamente deliciosas e originais, e, quiçá inspirá-lo a  aventurar-se na Cozinha para confecionar  esta iguaria para toda a família.

Para aconchegar e deliciar ainda mais todo o preparado, o pão utilizado é “Pão de Hambúrguer” proveniente da nossa panificação local com fabrico próprio.

Desta feita, apresentamos mais um prato “km 0”, o qual será harmonizado com água, incentivando a pequenada a beber água às refeições.

Para sobremesa, sugerimos uma peça de fruta da época, bem fresquinha e revigorante! Que tal uns morangos bem docinhos e perfumados?

E agora, já pensaste?

Bem vindos a bordo na Rota da Sustentabilidade à Mesa!

“HAMBÚRGUER DE SARDA”

 Ingredientes
400 gr Filetes de Sarda sem pele e sem espinhas
1 Cebola Roxa
5 dl de azeite
Tomilho fresco q.b.
Sal e pimenta q.b.
8 folhas de alface
8 Pães de Hambúrguer pequenos, fáceis de adquirir na panificação local (+- 8 cm de diâmetro)
1 Pepino
8 Tomates Cherry

Molho de Iogurte
1 iogurte grego
Sumo de ½ limão
1 dente de alho esmagado
Ervas gregas

Modo de preparação
Pique os filetes de sarda com a cebola, o sal, a pimenta e o tomilho.

Com este preparado construa pequenos hambúrgueres (+- 10 cm diâmetro)

e frite-os numa frigideira antiaderente com o Azeite.

Faça uma salada com a alface cortada em juliana fina e o pepino em cubos

pequenos e tempere com o molho de iogurte.

Coloque sobre a base do pão uma porção de salada e depois um hambúrguer.

Pouse a tampa do pão e feche com um palito espetado com um tomate cherry.

Bom apetite!

 

Obs: a Sarda poderá ser substituída pela Cavala, espécies muito semelhantes e igualmente sustentáveis e abundantes na nossa Costa.

#SALVAROPLANETAAMESA

SARRAJÃO BRASEADO COM REDUÇÃO DE BALSÂMICO E ESPARGOS

Ingredientes
8 dl de azeite
1kg de lombo de sarrajão (de um peixe grande)
Flor de sal q.b.
200 grs de espargos 

Redução
2 dl de molho de soja
30 gr de açúcar
1 dl de vinagre balsâmico

Preparação
Aqueça uma frigideira antiaderente com o azeite, coloque o Sarrajão escorrido aos cubos. Salpique-os com flor de sal e deixe cozinhar em lume forte de todos os lados.

Retire do lume, deixe arrefecer um pouco e corte o atum em fatias.

Regue com a redução os cubos de Sarrajão.

Acompanhe com os espargos previamente cozinhados.

Bom apetite!

#SALVAROPLANETAAMESA

Hoje os nossos exploradores, Emídio e Vasco, vão desembarcar numa escolha arriscada: “Ceviche de Negrão”. Será que vão conseguir desbravar a Rota da Sustentabilidade com os maravilhosos sabores do mar a que já nos habituaram?

O Negrão, ou a tainha do mar, é uma espécie pouco afamada e de valor comercial muito baixo. Porém a sua abundância na nossa Costa confere-lhe o estatuto de uma das espécies mais sustentáveis. O seu valor nutricional é também inegável, sendo rico em proteínas e ómega 3. Com o mestre Emídio vamos descobrir mais um fabuloso “prato sem fogão”, cuja cozedura é feita através da acidez da lima e os sabores são apurados com inesperadas e surpreendentes ervas aromáticas como o Endro.

Para uma degustação suprema desta iguaria, o Vasco e o Emídio, sugerem a refrescante e genuína cerveja artesanal alemã Madisbrau “Golsch”, uma marca produzida em Gemeses que respeita integralmente a “lei da pureza alemã” e que, orgulhosamente, é detentora do Selo de Proveniência “Eslocal”.

Bem vindos a bordo!

Queres fazer um “brilharete”? Então não fiques a ver navios e embarca connosco!!!

O consumo de álcool é proibido a menores de 18 anos. Seja responsável. Beba com moderação.

CEVICHE DE NEGRÃO

Ingredientes
½ kg de Filetes de Negrão sem pele e sem espinhas
6 limas
1 cebola roxa em meias luas finas
1 malagueta finamente picada
Endro q.b.
Gengibre q.b
Azeite
Sal

Preparação
Corte o peixe em cubos pequenos e coloque numa tigela.

Acrescente a cebola cortada em meias luas finas, a malagueta cortada fininha e o Endro.

Junte um pouco de gengibre ralado e tempere com sal e um fio de azeite.

Adicione a raspa e o sumo das limas na tigela. Corte os tomates lavados em quatro e agrupe.

Misture e sirva fresco.

Se preferir, pode trocar a malagueta por pimenta em grão.

Pode também acrescentar um pouco de leite de coco.

Bom apetite!

#SALVAROPLANETAAMESA

O Vasco e o Emídio continuam a sua Expedição em alto mar pela nossa singular Costa Atlântica! Hoje trazem-nos um Peixe pouco afamado mas detentor de um sabor e valor nutricional incontestáveis: o Negrão. A sua “nobreza” é acrescentada pelo facto de se tratar de uma espécie sustentável e abundante. Temos, assim, todos os ingredientes para continuar a salvar o planeta à mesa!
Mas, para que a proposta gastronómica de hoje seja ainda mais arrojada, não podem faltar as nossas algas marinhas, absolutamente surpreendentes e de designação peculiar: “cabelo de velha”. Fundidas em sal grosso, podemos afirmar que este prato é um verdadeiro “mergulho no mar” em águas de Esposende…
A degustação do prato é harmoniosamente requintada com um fantástico vinho Quinta de Curvos (Colheita Selecionada, com castas de Avesso e Loureiro).
Para finalizar com adocicada sedução, os nossos Exploradores apresentam-nos os maravilhosos “Esposendinhos” da “De Lili & C ª Gourmet”.

Emídio e Vasco convidam-te a embarcar nesta nova aventura que te vai permitir desbravar novas rotas com destino à Sustentabilidade.

Segues a bordo ou vais ficar a ver navios?

Se ESlocal, és Ambiental!

O consumo de álcool  é proibido a menores de 18 anos. Seja responsável. Beba com moderação.

“NEGRÃO AO SAL COM ALGAS”
8/10 porções

Ingredientes:
1 Negrão com 1Kg
1 Ramo de tomilho fresco
1 kg Algas (Sargaço)
2 Ovos (clara)
2 Kg de Sal grosso

Modo de preparação
Limpe o peixe das vísceras, mas sem escamar. Lave bem e coloque um bom punhado de tomilho no ventre. Reserve.
Numa tigela misture o sal, as algas (cabelo de velha) e uma (ou duas) claras de ovo e envolva até que fique com uma consistência semelhante a areia molhada.
Num tabuleiro de ir ao forno ou assadeira cubra o fundo com uma camada do preparado de sal. Coloque o peixe e cubra bem com o restante sal. Aperte bem o sal.
Leve ao forno a 180 graus durante aproximadamente 20 minutos.
Parta a crosta de sal e retire a pele do peixe. Está pronto.
Sirva com o acompanhamento preferido como, por exemplo, umas batatinhas cozidas com uns grelos salteados.

Bom apetite!

#SALVAROPLANETAAMESA
Emídio e Vasco continuam a sua Expedição! A Missão permanece intocável: “Salvar o Planeta à Mesa”, através da utilização do Pescado local e sustentável, associado a outros produtos que respeitam a Origem “Esposende” e o “Km 0”.

A proposta de hoje remete-nos para as nossas raízes e memórias mais ancestrais: Carapau de Escabeche!

Este maravilhoso Petisco, profundamente identitário e que respeita o compromisso “Desperdício Zero, vai ser confecionado a partir de “sobras”, com um toque inesperado de algas capturadas na nossa Costa pelo próprio Vasco: “Nori” e “Alface do Mar”.

A acompanhar, não poderiam faltar as tradicionais “Bicas” da nossa panificação local e de fabrico próprio. Ensopadas no molho de escabeche são uma iguaria dos deuses! Afinal, o “Mar” está aqui tão perto… Delicie-se!

Bom Apetite e aguardem pela próxima “acostagem”!

A Rota da Sustentabilidade e dos Sabores tem ainda muitos tesouros por descobrir…

Se ESlocal, és Ambiental!

“CARAPAU DE ESCABECHE”
Ingredientes:
1 Kg de carapaus pequenos fritos
2 cebolas grandes
3 folhas de louro
1 ramo de salsa
qb pimentão doce
15 dl de azeite
qb Vinagre de vinho

Modo de preparação
Frite os carapaus e escorra-os.
Deite o azeite numa frigideira e leve ao lume. Junte a cebola, os dentes de alho cortados em rodelas finas e o louro.
Deixe cozinhar até a cebola ficar no ponto. Adicione o pimentão doce e o vinagre.
Deixe ferver um pouco. Verta sobre os carapaus fritos. Polvilhe com a salsa picada.
Acompanhe com batatas cozidas e salada.

Bom apetite

Nota: na sugestão hoje apresentada, acompanhamos com as maravilhosas algas “Nori” e “Alface do Mar” apanhadas pelo Vasco Ferreira nas águas do nosso atlântico.

#SALVAROPLANETAAMESA

Emídio de Almeida, Chefe de Cozinha, e Vasco Ferreira, Biólogo Marinho, vão embarcar numa Expedição Gastronómica e Marítima ao longo de uma inesperada Rota, desbravando Mares, tendo como missão a reflexão de várias temáticas absolutamente pertinentes e preocupantes do ponto de vista ambiental mas também surpreendentemente saborosas e apetitosas.

 “Quando compra um alimento, pensa na sua pegada ecológica? Sabia que as suas escolhas alimentares determinam o futuro dos oceanos? É urgente fazer as melhores escolhas para a sua mesa. Se pretende ser um consumidor consciente, é preciso ter atenção ao método de captura, à vulnerabilidade das espécies, ao seu estatuto de conservação e ao estado dos seus stocks, dando a sua preferência a pescado proveniente de métodos e objetos de captura verdadeiramente sustentáveis.”

Estas são algumas das preocupações do Vasco que serão colocadas em cima da mesa, com a elementar reflexão e colaboração de Emídio, o Cozinheiro – como gosta de ser tratado – que é sábio em transformar o pescado dito “pobre” em maravilhosos pratos e pitéus que intimidam qualquer estrela Michelin .

Para o Emídio, é crucial a mobilização da comunidade local para um consumo sustentável e consciente das espécies de pescado, valorizando dos produtos da nossa lota, promovendo e divulgando o pescado local, priorizando sempre as espécies sustentáveis do ponto de vista ambiental e abundantes no litoral de Esposende.

Emídio e Vasco serão os anfitriões desta Expedição, e deixam o seguinte convite:
Aceitas embarcar connosco???

Neste primeiro episódio, descobre connosco o “Tártaro de Carapau”!
Se ESlocal, és Ambiental! 

TÁRTARO DE CARAPAU

Ingredientes
12 filetes de carapau sem pele e sem espinhas
1 cebola-roxa
1 manga (não muito madura)
Molho inglês q.b.
Coentros q.b.
20 gr alcaparras
1 colher sopa mostarda Sávora
Sal q.b.
Pimenta q.b.
2 Limas ou Limão galego

Modo de preparação
Amanhe o carapau e retire os filetes sem pele e sem espinhas.
Pique a cebola, os coentros e as alcaparras.
Corte a manga em cubos
pequeninos.
Corte o carapau em cubos o mais pequeno possível e misture aos ingredientes anteriores.
Junte um pouco de sal, pimenta, molho inglês e mostarda Sávora.
Esprema o sumo de lima sobre o preparado e envolva.
Sirva com tostas finas.

Bom apetite!

DOCES & ENDÓGENOS

A importância da Proveniência e Autenticidade

Trata-se de Espaço Digital para a promoção dos parceiros do “ESlocal – Produtos de Esposende”,  que aceitarem o repto de divulgarem, de forma dinâmica e prazerosa, os seus produtos via online. O público poderá  visionar alguns filmes em que serão confecionados pratos de autor com produtos endógenos, ou em alternativa, pratos que harmonizam com esses mesmos produtos. Por exemplo, já imaginou um petisco do mar cuja receita contempla como um dos ingredientse  a cerveja artesanal cá da terra e, por fim, saboreá-lo com a mesma bebida?

#DOCESENDÓGENOS

A Mulher de Prata que faz Cerveja de Ouro…

Arminda Pinheiro é o rosto e a alma da Cerveja Artesanal “Coice” que, como Ela bem descreve, é uma “Cerveja de Companhia”, elaborada, “a seu tempo”, através de um método rigorosamente artesanal, no qual a preocupação ambiental é tão importante como o sabor final.

Cada garrafa de cerveja, “preta” ou “loura”, conta uma história diferente. Mas o sabor é sempre irrepreensível…

Hoje, a Arminda apresenta-nos um maravilhoso Petisco do Mar: Mexilhões da nossa Costa com cerveja artesanal “Coice”.

A proposta não poderia ter sido mais feliz! A confeção desta maravilha emana os aromas da maresia e o perfume do vento. O sabor do mexilhão, incorporado com a sua cerveja e com outros produtos locais provenientes da nossa Terra, vinca a notoriedade, a pureza e a simplicidade de todas as matérias-primas, permitindo-nos afirmar convicta e orgulhosamente “O que é nosso é bom!”.

Quem abre a porta, abre o coração…mesmo à distância.
Se ESLocal, és Original!

O consumo de álcool é proibido a menores de 18 anos. Beba com moderação. Seja responsável.

Mexilhões com Cerveja Artesanal “Coice”

Ingredientes:

0,75l de cerveja Artesanal “Coice”
2kg de mexilhões da nossa Costa
4 cebolas (cortada às rodelas)
4 tomates maduros (cortados em “meia lua”)
2 malaguetas
Azeite q. b.
Sal Marinho q. b.
1 copo de vinho branco (eu usei o “loureiro” da nossa região)
Torradas ou tostas para acompanhar (será uma boa opção para aproveitar as “sobras” do pão do dia anterior) 

Confeção:
No fundo de uma panela grande, coloca-se uma camada generosa de cebola cortada às rodelas. De seguida, acrescenta-se uma boa camada de tomate cortado, uma malagueta e sal. Depois, incorpora-se metade dos mexilhões, previamente lavados e sem “barbas”.

Repete-se o procedimento anterior: coloca-se mais uma camada da cebola, tomate, malagueta e sal e o resto dos mexilhões.

Rega-se com a cerveja “Coice”, reservando um copo para refrescar quando levantar fervura, e azeite. Tapar o tacho e levar ao lume. Quando começar a ferver, refrescar com um copo de vinho branco e a restante cerveja. Deixa-se cozer até o mexilhão abrir e ficar tenro, o que demorará cerca de 15 a 20 minutos. De vez em quando sacudir a panela para mexer, envolver  e regar os mexilhões com os sucos que se vai formando.

Servir em travessa funda onde possa colocar, para além dos mexilhões, também o molho. Acompanhe com pão torrado ou tostas.

Desfrute deste petisco com sabor a mar com boa companhia, harmonizando com uma deliciosa, fresca e nutritiva cerveja “Coice”, podendo optar pelas versões Imperial Stout (preta) ou Belgian Ale (branca). A escolha é sua, os sabores são Nossos!!!

Bom apetite!

NEM TANTO AO MAR, NEM TANTO À TERRA

Conspiração de Sabores Locais

Em 2019, o desafio ao Chefe Marco Gomes tinha como objetivo a utilização dos produtos dos Lacticínios das Marinhas na confeção de inesperadas e surpreendentes propostas de Robalo do nosso mar. Desta provocação, emergiram duas excelentes receitas: “Bombom de queijo cremoso das Marinhas com chouriço” e  “Robalo ao vapor, com legumes estufados e molho de queijo magro das Marinhas com Pistachio”. No ano passado,  conseguimos realçar a importância do Polvo – que inequivocamente faz parte do nosso cardápio local -, através da sua singular fusão com os “Cuscos” transmontanos. A ação teve a responsabilidade do Chefe Eurico Castro e da Socióloga Patrícia Cordeiro. Para este ano, o Chefe Vítor Peixoto do “Siamo in Due” desenvolveu um prato totalmente Km.0, utilizando somente produtos oriundos do concelho de Esposende, onde não falta a frescura do nosso Robalo, destacando-se  a riqueza nutritiva dos cogumelos shiitake, produzidos biológica e sustentávelmente pela Hagen Natur, parceira e detentora do Selo de Proveniência ESlocal.

#NEMTANTOAOMARNEMTANTOATERRA

António Guimarães, mais conhecido pelo “Mokas”, apresenta-nos, hoje, um prato ambicioso que funde, de forma desconcertante, a Terra e o Mar, através do marisco, da carne e dos temperos da terra.

Na sua genuína simplicidade, o “Mokas” vai buscar sabores de outrora, honrando a Cozinha Matriarca da sua querida e saudosa Mãe, Lucinda Alice Vilas Boas, mulher de luta, que criou com amor e sacrifício os seus 12 filhos, fruto do seu casamento com o popular, e também saudoso, Augusto Guimarães.

A Paella à “Mokas Guimarães Mokas” inspirou-se no Arroz à Valenciana que a sua mãe cozinhava. Numa época de extrema pobreza, a Dona Lucinda tinha que apurar a imaginação para confecionar refeições nutritivas e em quantidade abundante de forma a alimentar 14 bocas à mesa. Os peixes e as carnes mais “pobres” eram cozinhados com “amor de mãe”, transformando-se em verdadeiras e inesquecíveis iguarias.

O Mokas fez questão de vincar que o legado da Dona Lucinda tem sido perpetuado através dos seus irmãos e irmãs que também herdaram o dom para a cozinha. Cozinhar é, na verdade, uma forma de matar saudades, dignificando e mantendo viva a memória da sua Mãe.

Esta surpreendente Paella é o prato perfeito para ser degustado e refrescado com um sublime vinho verde “Quinta de Góios”. Exaltando ainda os costumes de outrora, não pode faltar à mesa a nossa tradicional Rosca, um pão refinado e bem generoso!

Para finalizar festivamente a proposta de hoje, o protagonista relembra-nos, com saudade e também em jeito de homenagem, o maravilhoso leite creme da sua Mãe, bem “queimadinho” e perfumado!

Foi uma honra e um privilégio partilhar algumas memórias e sabores com o “Mokas”!

O nosso bem-haja pela humildade, cumplicidade e pelo prato magnífico que nos presenteou.

Obrigada!

 

“Paella à Mocas Guimarães”

Ingredientes
(para 10 a 12 pessoas a comer bem! )
– 1 pimento vermelho
– 1 pimento verde
– azeite virgem
– 1 kg  de arroz para paella
– folhas de louro
-açafrão
– piri-piri
– alho
-1 cebola
– vinho branco
– cerveja
– papel de alumínio

Marisco:
– 200 gr de amêijoas
– 200gr de berbigão
– 200 gr de mexilhão
– 400 gr de miolo de camarão
– 200 gr princesas do mar
– 500 gr de camarão inteiro cozido para decorar
– 10 fatias de presunto para decorar 

Carnes:
– 2 barriguinhas de porco
– 200gr de vitela
– 200 gr de rojões
– 1 frango
– 1 coelho

 Preparação:

No dia anterior à confeção, cortar a carne aos pedacinhos e colocar em “vinha de alho”.

Num recipiente fazer o tempero base: cortar aos cubinhos os pimentos, a cebola, o alho e juntar folhas de louro a gosto. Reservar.

Numa frigideira própria para paelha, colocar generosamente o azeite. Verter diretamente os legumes cortadinhos. Colocar a carne e, cuidadosamente, com uma colher de pau, envolve-la nos legumes e no azeite. Deixar cozinhar e apurar sabores durante cerca de 15 a 20 minutos. Seguidamente, juntar o marisco, e deixar apurar mais uma vez durante alguns minutos.

De seguida, refrescar com cerveja e vinho branco.

Depois, colocar o arroz de paella e mexer, até ficar bem misturado. Juntar um pouco de água e deixar cozer por mais alguns minutos.

“Enfeitar” com fatias finas de presunto e camarão inteiro previamente cozido. Desligar o lume.

Por fim, para a cozedura ficar perfeita, afagar a panela com papel de alumínio durante cerca de 15 a 20 minutos.

Harmonizar divinalmente com o vinho verde da “Quinta de Góios”  e, como dita a tradição, acompanhar  com o  pão de Rosca.

Para finalizar o manjar com mestria, a sobremesa perfeita é o leite creme queimado à moda antiga, como fazia a Dona Lucinda!

Bom apetite!

#NEMTANTOAOMARNEMTANTOATERRA
O Chefe Vítor Peixoto, do Rest. Pizzeria “ Siamo in Due Restaurante & Pizzeria”, aceitou o desafio de criar um prato “Km.0”, no qual todos os ingredientes respeitam a Origem “Esposende”, honrando, desta feita, a endogeneidade do Programa “ESlocal”.
Nesta receita destacamos o maravilhoso Robalo da nossa Costa, os magníficos cogumelos biológicos shiitake da Hagen Natur, e o frutado Vinho Verde da Quinta de Curvos. Numa perfeita e arrojada conspiração de sabores, o Chefe Vítor Peixoto irá mergulhar na frescura do nosso mar, e colher na nossa terra a melhor matéria-prima para a criação desta simples e saborosa “obra” chamada: “Dueto de Sabores do Mar e da Terra de Esposende”

DUETO DE SABORES DO MAR E DA TERRA DE ESPOSENDE

Ingredientes
1 Robalo com cerca de 600g
15cl de vinho branco (Quinta de Curvos)
1/2 couve coração
1 brócolos
1 couve-flor
1 courgette
5 tomate cherry
150g de cogumelos frescos Shiitake (Hagen Natur)
1 dente de alho
q.b. Pimenta preta moída na hora
q.b. Sal
q.b. Azeite extra virgem
q.b. Salsa

Preparação

Cortar os legumes a gosto.
Limpa-se e fileta-se o robalo, coloca-se numa frigideira com azeite e deixa-se cozinhar.
Rega-se com vinho branco, retira-se o peixe e faz-se uma redução do molho.
Em outra frigideira salteiam-se os legumes separadamente com um fio de azeite, tempera-se a gosto.

Empratamento
Colocam-se os legumes de um lado do prato, do outro coloca-se o peixe e os cogumelos por cima, rega-se com o vinho reduzindo.

RECEITAS (DES)CONFINADAS

Chefes (im)previstos

Nesta fase de Confinamento, a cozinha honesta e de conforto é dada através do contributo de alguns cidadãos locais e Chefes de Cozinha, homens e mulheres da nossa Comunidade, que recriarão pratos com histórias de mar. A Cozinha será perfumada com a maresia do mar e envolta em catrapiscas, desvendado segredos e mistérios que só o Vento conhece…

#RECEITASDESCONFINADAS

A formadora Maria Loureiro e o formando Márcio Rodrigues, da Escola Profissional de Esposende, propõe a confeção de uma “Cataplana de Peixe e Marisco”.

 

“CATAPLANA DE PEIXE E MARISCO”

Ingredientes
2 Postas  Tamboril
2 Postas Pescada
2 Postas Dourada
2 Gambas
5 Batatas Medias
Q.B. Salsa/Sal
2 Alho
1 Cebola
100ml Azeite/Agua
¼ Pimento vede e vermelho
1 Tomate/Cenoura
1 Caldo de Marisco 

Confeção
Cortar a batata e a cenoura em rodelas e bringir.

Cortar a cebola em meia-lua, o tomate aos gomos e o pimento em tiras.

Lavar e cortar os peixes em postas.

Montar a cataplana dispondo em camadas

Colocar a cebola, o alho, o tomate, a batata, a cenoura.

Dispor os peixes de forma a embelezar a cataplana.

Dispor os pimentos por cima.

Temperar com sal e o caldo.

Colocar o azeite e água.

Levar ao lume a cozer.

#RECEITASDESCONFINADAS

 O formador João Novo e a formanda Raquel Pacheco, da Escola Profissional de Esposende, propõe hoje a confeção de um “Cavala de Escabeche”.

 

“CAVALA DE ESCABECHE”

 

Ingredientes

800 g de Cavala

 

Para o molho de escabeche

3 un cebolas grandes

3 un dentes de alho

1 un folha de louro

1 un ramo de salsa

1 dl azeite

1 dl vinagre

Qb sal

Qb pimenta

 

Confeção

Cortam-se as cebolas e os dentes de alho às rodelas muito finas e levam-se ao lume numa frigideira com o azeite, o louro e a salsa.

Deixa-se cozer a cebola. Tempera-se com sal e pimenta e refresca-se com o vinagre.

Deixa-se ferver um pouco e coloca-se o molho de escabeche sobre o peixe frito de véspera.

Serve-se algumas horas depois ou nos dias seguintes.

#RECEITASDESCONFINADAS

O formador Rogério Ferreira e o formando Manuel Oliveira, da Escola Profissional de Esposende, propõe a confeção de um “Robalo ao Sal”.

“ROBALO AO SAL”

Ingredientes
1 Robalo +/- 800g
2,5kg Sal
3 Claras
1 Folha louro
Q.B. Salsa
1 Dente alho 

Confeção
Amanhar e esviscerando o robalo sem abrir a barriga e sem tirar a escama.
Colocar 1,5 cm de sal no fundo de um tabuleiro.
Colocar o robalo por cima do sal.
Colocar o dente de alho, o louro e a salsa dentro da barriga.
Ligar o restante sal com as claras e envolver.
Cobrir o robalo com o sal exceto a cabeça e o rabo.
Levar ao forno durante 20 minutos a 200ºC.
Quando o sal estiver dourado está pronto a servir.
Servir decorado com salsa.

#RECEITASDESCONFINADAS
O “Ballotine de Polvo à Buraco”, criado pela Chefe “Dina” Martins do Restaurante “O Buraco”, arrebatou o Júri na edição do ano Passado do Março com Sabores do Mar, alcançando a primeira posição do Concurso.
Com gratidão e humildade, a Chefe Dina vai hoje desvendar os segredos deste maravilhoso prato que nos preenche os seis sentidos, orquestrando com mestria todos os ingredientes que resultarão numa sinfonia de sabores absolutamente inesperada e desconcertante.
O Polvo da Pedra, tão Nosso, a palete de cores dos legumes e a irreverência das aromáticas e especiarias, deixam-nos sem fôlego e deveras expectantes quanto ao resultado final. A Cozinha da Dina transforma-se numa mágica melodia que nos remete para a Cozinha Matriarca, ou não fosse ela mãe de 6 filhos! Aqui, a “desafinação” é própria de uma cozinha verdadeira e sem artifícios. Mas existem dois ingredientes secretos: a “ternura” e a “mão” que, sagradamente, completam esta e todas as suas outras receitas.
Com a mesma ternura, tivemos a honra de vivenciar a confeção desta obra-prima, verdadeiramente excecional, e que em todos os passos conferiu um enorme respeito e primazia aos sabores de cá da Terra. Os seus “sabores de mãe” deixam-nos rendidos e sem palavras…
As nossas congratulações pela distinção alcançada, mas, sobretudo, pela Mulher que respeita a Cozinha como um lugar sagrado.
Obrigada!
BALLOTINE DE POLVO À BURACO
(para 4 pax)
Ingredientes
Um polvo com aproximadamente 1kg a 2 kg
6 batatas doces se possível a branca, a laranja e a roxa.
2 courgetes
2 cenouras
1 pimento vermelho
1 pimento verde
1 pimento laranja ou amarelo
1 cebola branca
1 cebola roxa
1 alho francês
1 cabeça de alho
5 dentes de alho
Salsa em ramo
Coentros em ramo
Tomilho em ramo
Pimenta Caiena
Ervas de provence
Molho verde triturado
3 folhas de louro
100gs de tomates cherry
50gs de azeitonas à escolha
Azeite.
Flor de sal.
100ml de vinho branco
Confeção
Numa panela de pressão refogar a cebola branca com um pouco de azeite, quando estiver translúcida juntar a cabeça de alho cortada ao meio, o alho francês, a cenoura inteira, o ramo de salsa, os coentros as folhas de louro e o vinho branco.
Deixar refogar 2 min. e  colocar o polvo que foi previamente limpo, fechar a panela de pressão e cozinhar aproximadamente 20min.
Entretanto enquanto cozinha o polvo iremos trabalhar os restantes ingredientes.
A batata doce irá ser cortada em rodelas com 2 cm e irá a cozer por 5 min e reserva-se.
Com um descascador iremos  cortar as courgetes e as cenouras em tiras e reserva-se.
Os pimentos irão ser cortados em tiras finas e reservar.
A cebola roxa irá ser também cortada em rodelas finas e reservar.
Entretanto o polvo já estará pronto e desliga-se o fogão, deixando-o arrefecer.
Quando estiver morno, separam-se os tentáculos e num saco plástico  vamos colocando 1 a 1 ao comprido, enrolando o saco até formar um cilindro, fechar as pontas e levar ao frigorífico no mínimo 4 h ou ao congelador.
Na hora de servir o polvo já deve ter saído do frigorífico, 1hora antes onde iremos  cortar o polvo em fatias de aproximadamente 2 cm.
Numa frigideira, iremos saltear a batata doce com um pouco de azeite e alho picado, onde acrescentamos uma pitada de pimenta caiena, uma pitada de ervas de provence, um pouco de tomilho em ramo e uma pitada de flor de sal, deixa-se refogar até ficarem com crosta e reservar.
Num wok com um pouco de azeite iremos saltear primeiro a cebola roxa com os pimentos que já estão cortados, de seguida, colocar a cenoura, a courgete, o tomate cherry, temperar com flor de sal, uma pitada de pimenta caiena e ervas de provence, saltear 2 min e reserva-se para empratar.
Um polvo com este peso irá render no mínimo 6 a 8 fatias.
Será servido com a batata doce, os legumes salteados, onde será colocada 1 a 2  fatias de polvo por pessoa, regado com o molho verde triturado e uma pitada de pimenta caiena, decorado com algumas azeitonas.
Bom apetite! 

#RECEITASDESCONFINADAS

A Alexandra Trindade e a Sara Barros, alunas finalistas do curso superior de Artes Plásticas e Tecnologias Artísticas, do Instituto Politécnico de Viana de Castelo, como todo o universo estudantil, estiveram confinadas. Porém, descobriram neste Confinamento várias formas de apurar a sua criatividade e de se reinventarem. Para além de realizarem os seus trabalhos de grupo e estudarem, enveredaram pela descoberta de novas abordagens e experiências gastronómicas, temperando-as com imaginação, arte, sabor e nutrição, privilegiando sempre os produtos cá da Terra. O peixe e os legumes são a grande inspiração para a criação de verdadeiras “obras-primas”, cuja irreverência e sabor denotam um invulgar gosto pela cozinha dita mais “alternativa”. 

“HAMBÚRGUERES DE PESCADA COM PURÉ DE ERVILHA E BATATA DOCE”

Preparação do Puré
Ingredientes:
250g de ervilhas congeladas
250g de batata doce
qb sal marinho
qb hortelã
1/2 cebola
2 colheres de sopa de azeite virgem
1 limão

Preparação:
Cozer as ervilhas e a bata doce previamente descascadas e cortadas em cubinhos em água com sal marinho e 2 folhas grandes de hortelã. Escorrer, reservando a água da cozedura, para posterior aproveitamento.

Num tacho, amolecer em azeite a cebola picada, até ficar douradinha.

Acrescentar as ervilhas e a batata doce cozidas e escorridas e saltear durante 2 a 3 minutos de forma a apurar e envolver os respetivos sucos e sabores.

De seguida, triturar tudo com a varinha mágica até ficar em puré, acrescentando a gosto a água da cozedura previamente reservada de forma a adquirir a consistência desejada.

Servir o puré com 2 folhas de hortelã e raspa de casca de limão

Preparação dos Hambúrgueres
Ingredientes:
2 postas grandes de pescada limpa de espinhas e peles.
1/2 pimento vermelho
1/2 cebola cortada aos cubos
1 ovo
4 colheres de sopa de pão ralado
1/2 limão para sumo
qb sal
1 colher de sopa de salsa picada

Preparação:
Juntar todos os ingredientes num recipiente.
Envolver tudo de forma homogénea.
Formar os hambúrgueres não muito finos.
Levar ao forno com um fio de azeite por cima de cada hambúrguer, por cerca de 15 a 20 minutos.

Bom apetite!

#RECEITASDESCONFINADAS

 A Carla Regina e o seu filho António Duarte receberam-nos na Cozinha do Restaurante “Dona Quina”, como sendo a sua “Casa”. Acolheram-nos de coração aberto a fim de nos revelarem a confeção de umas maravilhosas “Espetadas de Lulas”, cuja qualidade suprema mantém-se imaculada mesmo em regime de take away. O sucesso deste prato é inegável, mas existem outras surpreendentes propostas do nosso mar, como o Negrão, o Robalo e o Polvo, pratos de excelência bem passíveis de encomendar na mesma modalidade.

Entre a energia e o entusiasmo da Carla Regina, e a timidez e sensatez do seu filho Duarte, encontrámos um equilíbrio que nos remete para a acalmia do mar que, por vezes, é magistralmente agitado com os temperos e produtos da nossa Terra, destacando-se as ervas aromáticas sabiamente utilizadas pela Matriarca desta Cozinha.

Todos os ingredientes são importantes e não faltam rituais como, por exemplo, colher o raminho de salsa no momento em que o prato é finalizado. Mas o ingrediente elementar é, sem dúvida, o amor pela nossa Terra e pelo nosso Mar, que, fundidos, comprovam o carácter sagrado dos nossos produtos endógenos.

Quem abre a porta, abre o coração…mesmo à distância.

ESPETADA DE LULAS
(para 2 pax)

Ingredientes
400 gr Lulas
1 un Pimento verde
1 un Pimento vermelho
2 un Cebolas
6 un Pimentos padrão
200 gr Grelos
1 un Limão
0,50 lt Azeite
0,30 kg Sal
0,100 lt Manteiga
0,300 lt Caldo de Marisco
6 un Azeitona
qb Azedas
qb Agriões
qb Rúcula
200 gr batata a murro

 Modo de confeção
Grelhar as espetadas de lulas e os pimentos padrão, entretanto colocar os grelos a cozer para, de seguida, saltear com azeite, alho, pimenta e sal.

Preparar as batatas a murro, assar no forno a 180.º durante 40minutos. Quando retirar-mos as batatas do forno, aproveitamos a descida de temperatura para confitar tomates cherry a 90%, durante 10minutos.

Para o molho, colocar manteiga a derreter e juntar o caldo de marisco previamente feito a base de cebola e camarão da costa e deixar reduzir.

Fazer uma salada de russa, agrião, folhas de azeda e outras ervas aromáticas e temperar com sal, azeite e vinagre.

Empratar as espetadas e regalas com o molho acompanhar com a batata a murro, os grelos salteados e os tomates cherry, a salada de ervas aromáticas e azeitonas.

Bom apetite!

#RECEITASDESCONFINADAS

A Ana Rita Reis, fangueira de gema, recebeu-nos no “Spot Hostel Ofir” para confecionar um delicioso Arroz de Marisco. Aqui, a Cozinheira sente-se em casa, envolta num ambiente profundamente familiar, acolhedor e afetuoso. Para a Rita, esses ingredientes são fundamentais para que as receitas resultem na perfeição. Na verdade, considera que a sua verdadeira inspiração reside no amor e carinho que impregna na confeção dos seus pratos, e é com este ímpeto que demonstra a sua peculiar sapiência em “puxar sabores”. Entre sorrisos contagiantes, reveladores de uma timidez subtil, encontramos uma profissional de exceção que, determinantemente, agarrou a sua vocação gastronómica e decidiu voar. Hoje, trabalha para o conceituado Chefe José Avillez.
Em tempos de Confinamento, rejeitou estagnar e voou ainda mais alto! Enveredou no mundo da doçaria, criando uma página no Instagram designada de swee.tmay. Aqui, encontramos propostas de doçaria caseira absolutamente tentadoras!
A Rita e a Família, abriram-nos a “porta” e quem abre a porta, abre o coração… mesmo à distância.

Durante o mês de março, teremos todo o gosto em rececionar outras manifestações de interesse quanto à partilha de receitas, através do email turismo@cm-esposende.pt, ressalvando, no entanto, que a disponibilidade para gravações estará condicionada a fatores de ordem logística, técnica e humana.

ARROZ DE MARISCO
Receita para 4 pax

Caldo
1 Cebola
1  Alho francês
200 Gr camarão médio com casca
1 ramo de salsa
1 Folha de louro
20 Cl macieira

 

Arroz de marisco
200 Gr de amêijoa
200 Gr miolo de mexilhão
200 Gr miolo berbigão
Arroz carolino
1 Cebola
2 Tomates maduros
1 Pimento vermelho
1 Pimento verde
2 Dentes de alho
2 Cubos de manteiga
qb Piripiri
qb Vinho branco
qb Azeite
4 Mexilhão casca
2 Camarões tigres

Para o Caldo
Descasque o camarão e reserve.
Corte a seu gosto a cebola, o alho francês e o alho.
Num tacho coloque um fio de azeite, deixe a cebola caramelizar, adicione o alho francês, deixe refugar e por fim coloque o alho.
Em seguida junte as cascas e as cabeças dos camarões previamente reservadas, pressione as cabeças para libertar todos os sucos.
Junte a macieira e o ramo de salsa.
Adicione a água e deixe apurar.
Quando estiver pronto, coe e reserve.

 Para o Arroz
Coloque num tacho um fio de azeite, pique uma cebola e alho, deixe alourar.
Adicione o arroz, mexa até ficar brilhante, acrescente o vinho e deixe o álcool evaporar.
Aos poucos, junte o caldo previamente coado.
Leve ao lume uma frigideira com azeite, marque as vieras e em seguida faça o mesmo com os camarões, entretanto adicione dois cubos de manteiga.
Por último coloque num tacho com água e sal os mexilhões com casca e deixe bringir.
Quando o arroz estiver quase pronto, adicione o miolo de ameijoa, berbigão e mexilhão, envolva e deixe cozinhar o marisco. Entretanto adicione o pimento vermelho e verde cortado em brunoise.
Verifique o sal e tempere com um pouco de piripiri

Emprate a gosto.

#RECEITASDESCONFINADAS

A Chefe Elisa Lafuente, do Restaurante Pedrinhas, apresenta-nos um “Caril de Robalo Selvagem”. Na confeção deste prato, a protagonista honra os hortícolas dos solos de Apúlia, cujo sabor e valor alimentar detêm uma notoriedade peculiar. O Robalo Selvagem da nossa Costa vai selar a “atlanticidade” desta proposta, cuja frescura, paladar e riqueza nutricional são inegáveis. O Caril funde magistralmente diversas especiarias, fazendo-nos viajar na Rota das Especiarias, homenageando e evocando os Descobrimentos Portugueses.
Este prato emana aromas e sabores inesperados, sendo uma fabulosa e exequível proposta em regime de Take Away, ou, se preferir, terminar em casa em regime de “Do it Yourself”.

Arrisque-se a experimentar!!!

Durante o mês de março, teremos todo o gosto em rececionar outras manifestações de interesse quanto à partilha de receitas, através do email turismo@cm-esposende.pt, ressalvando, no entanto, que a disponibilidade para gravações estará condicionada a fatores de ordem logística, técnica e humana.

CARIL DE ROBALO SELVAGEM
Receita para 2 pax
Preparação: +- 10 minutos
Confeção: 40 minutos

Ingredientes/Quantidades:
Robalo selvagem em filetes sem pele e sem espinhas – 400gr
Azeite – 50ml
Cebola em meia lua – 80gr
Tomate maduro em cubos – 80gr
Pimento vermelho em tiras finas – 60gr
Malagueta em rodelas finas – 1un pequena
Gengibre descascado e cortado em cubos pequenos  – 20gr
Alho picado – 1 dente
Leite de coco – 1 lata
Caldo de peixe – 1-2 chávenas de chá
Sal – q.b.
Pimenta – q.b.
Caril em pó – 1 colher de sopa
Coentros frescos – 1 molho

Água – 1L
Arroz Basmati – 200gr
Sal – q.b.
Coentros – 1 molho pequeno

Confeção:
Fazer um caldo de peixe com a cabeça, as peles e as espinhas do peixe (em alternativa utilizar um cubo de caldo de peixe, seguindo as instruções da embalagem).
Colocar uma panela ao lume com a água, o sal e os coentros. Deixar ferver. Adicionar o arroz Basmati, previamente lavado e deixar cozer, em lume médio, mais ou menos 10 min ( o grão deve estar macio mas manter a forma alongada).
Escorrer e reservar.
Colocar um tacho ao lume com o azeite. Quando estiver quente adicionar o gengibre e a malagueta e deixar fritar um minuto. Adicionar a cebola e o pimento. Mexer e deixar refogar até a cebola estar macia. Adicionar o alho picado. Mexer e adicionar, de seguida, o tomate. Mexer novamente e deixar refogar dois minutos. Juntar o Caril em pó e misturar bem até estar bem envolvido na cebolada. Deixar fritar um minuto, mexendo sempre, para libertar os aromas. Adicionar uma chávena de caldo de peixe e deixar ferver. Juntar o leite de côco e os coentros, temperar com sal e deixar ferver novamente. Diminuir o lume para o mínimo e deixar apurar, mais ou menos dez minutos.

Entretanto, cortar os filetes em pedaços e temperar com sal e pimenta.

Juntar o peixe ao molho anterior, aumentar o lume para médio e deixar ferver cerca de cinco minutos ( ou apenas o tempo necessário para cozinhar o peixe o qual depende da espessura do mesmo). Retificar temperos.

Servir o peixe acompanhado do arroz Basmati.

#RECEITASDESCONFINADAS

A Júlia Serra nasceu a 14 novembro em 1962, na pequena freguesia de Curvos.
Cresceu num meio profundamente rural, no seio de uma família humilde e numerosa, e casou ainda muito jovem, com Alfredo Vilas Boas, homem do Mar de Esposende.
A ligação entre a Terra e o Mar está bem vincada na cozinha matriarca da Júlia.  A confeção dos seus pratos guarda indissociavelmente segredos e mistérios destes dois mundos, cruzando a inocência dos sabores e das lembranças de outrora.
O seu Arroz de Lampreia não é exceção! Honrando o legado da sua mãe e respeitando a tradição marítima transmitida pela afinidade da sua família do mar, a proposta gastronómica  que agora se apresenta, desvenda-nos muito mais do que uma receita, permitindo, na verdade, desconfinar as memórias e a saudade…

Durante o mês de março, teremos todo o gosto em rececionar outras manifestações de interesse quanto à partilha de receitas, através do email turismo@cm-esposende.pt, ressalvando, no entanto, que a disponibilidade para gravações estará condicionada a fatores de ordem logística, técnica e humana.

ARROZ DE LAMPREIA

Preparação da Lampreia
A primeira tarefa é esfolar a Lampreia.

Seguidamente, coloca-se a lampreia num recipiente onde é feito o tempero composto por:

  • vinho tinto verde (do bom!),
  • 3 dentes de alho
  • Pimenta
  • 1 folha de louro
  • Sal marinhoDeixa-se marinar, pelo menos, durante duas horas.

Preparação do Arroz
Ingredientes para 4 pessoas

  • 2 cebolas médias
  • 2 dentes de alho
  • 0,5 dl de azeite virgem
  • 1 malagueta
  • 1 litro de água quente
  • 0,350gr de arroz
  • 1 ramo de salsa fresca, picada

Tempera-se a gosto.

Picam-se 2 cebolas médias e colocam-se num tacho. Deixa-se refogar em azeite, brandamente, até ficar lourinho. Quando estiver no ponto, acrescenta-se um pouco do molho da lampreia. Deixa-se refogar mais ou menos durante cinco minutos até a cebola se envolver no molho. De seguida adiciona-se o resto do molho da lampreia, sem o alho e o louro e a salsa. Quando levantar fervura, coloca-se a lampreia e deixa-se refogar por mais 15 a 20 minutos.
Depois, retira-se a lampreia do recipiente para uma travessa e acrescenta-se a água previamente aquecida em quantidade suficiente para mais ou menos 250 g de arroz. Deixa-se cozer por mais 8 a 10 minutos e está pronta a servir!
Normalmente acompanha com Vinho Verde da nossa região. Para a refeição ficar completa e perfeita, a sobremesa é arroz doce ou leite-creme à moda da minha Mãe.

Bom apetite!